Textos Atuais

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Às vezes o que mais precisamos é respirar fundo, contar até dez e descansar. Muitas vezes nos pegamos cansados e sobrecarregados, pois são muitas as cobranças e preocupações, mas ao invés de pararmos e tirarmos um descanso, fazemos justamente o contrário, nos ocupamos com mais afazeres, dobrando o estresse e piorando a nossa situação.

Uma vez, Jesus chegou na casa de um mulher chamada Marta, e sua irmã Maria, senta aos pés do Senhor, afim de ouvir o que tinha a dizer, porém Marta se incomoda, pois encontrava-se atarefada, e disse ao Senhor: "Não se importa que minha irmã me deixes sozinha com o serviço? Diga a ela para me ajudar." E Cristo responde com muita sabedoria: "Marta, Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas, porém uma apenas é necessária. Maria escolheu a melhor parte, a qual não será tirada."

São muitas as cobranças, e são elas que nos sobrecarregam, ao ponto de querermos continuar com o serviço mesmo esgotados e sem forças. Não sejamos como Marta, que encontrava-se preocupada ao ponto de perder a paz, sendo que uma só coisa era necessário: descansar. Ás vezes, o melhor a fazer é parar tudo, fechar os olhos, e descansar aos pés de Jesus. Muitas coisas nos podem ser tiradas, porém a melhor parte (descanso) nunca será.




Me impressiono com a capacidade da massa evangélica depositar em pessoas, ao invés de Cristo, sua expectativa de vida cristã. Transformando um tropeço, um pecado ou uma necessidade de libertação de uma pessoa, no assunto mais comentado do Twitter.

Este mesmo povo que elogia, exalta e dá fama a alguém, são os mesmos que de um dia para o outro os transforma em vilões e em hereges. O fato da Igreja ainda não saber lidar com o pecado e com os escândalos denúncia a sua imaturidade, e sua distância do entendimento da graça de Cristo.

Que não sejamos como os doutores da lei, ou como os sacerdotes que Cristo tanto exortava. Estes, possuíam conhecimento, porém não usavam para benefício do povo, pelo contrário, colocavam leis pesadas demais, que nem eles mesmos eram capazes de cumprir, aumentando ainda mais o fardo do povo, impedindo o acesso a Deus.

Não sejamos imaturos ao ponto de não conseguirmos discernir as pessoas, e o tempo que estamos vivendo. Não sejamos religiosos que possuem conhecimento, mas os usa para a condenação, mas sejamos CRISTÃOS: pequenos Cristos na terra. Aqueles que entendem o real propósito da redenção de Cristo, que não se escandalizam, mas encontram-se firmes na rocha inabalável que é Jesus.

Aquele que está de pé, não tem que tomar somente cuidado para não cair, mas também, estender a mão para levantar aquele que caiu.

Uma vez ouvi: "o que um pouco de esperança, é capaz de fazer na vida de quem não tem nenhuma". Nunca mais esqueci esta frase! E me lembrei desta passagem: "Jesus raiou a sua luz em quem se encontrava nas trevas, a sua luz brilhou em quem estava na sombra da morte." (Mt 4:16)

A esperança é um plus para continuarmos perseverantes, um motivo para continuarmos crendo, uma injeção de ânimo para continuarmos na caminhada. Sem esperança não há expectativa de vida, nem de futuro.

A parábola do leproso, é um exemplo claro da esperança que Jesus trouxe. Em meio a sociedade judia da época onde Jesus se fez presente, era comum a exclusão e segregação entre os considerados enfermos e leprosos, pois eram vistos como amaldiçoados, ou como aqueles que deveriam pagar pelos pecados.

Por esta causa, muitos eram marginalizados, viviam excluídos, sem perspectiva nem esperança. Porém, um leproso se ressaltou, e sua história foi escrita e marcada nos evangelhos. Este, ao ouvir e ver o que Jesus fazia, teve esperança e creu que seria curado. O leproso se encontrava na sombra da morte, mas a luz de Cristo raiou, e dissipou as trevas que o cobria, o curando e libertando para uma nova vida.

Veja bem, as obras de Jesus injetou ânimo no leproso. Os seus sermões junto com suas ações foram capazes de invadir aquele coração desesperançoso com luz, mudando a situação daquele homem, e o concedendo uma vida em liberdade.

"Ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai." (Mt 5:15-16)

A luz de Cristo é a esperança para quem se encontra nas trevas. Assim como Jesus, devemos fazer nosso papel como igreja/candeia. Não devemos nos esconder, mas devemos estar visíveis, para aqueles que se encontram nas trevas, enxergarem em nós o que enxergamos em Jesus!

Na criação, Deus deu a Adão o domínio de todo o Jardim, concedendo-o a tarefa de cuidar de tudo que criou. Após a queda, tudo foi deformado, não existindo mais o perfeito equilíbrio que havia.

É comum querermos entender tudo, querermos tudo organizado conforme nossa vontade, e continuar com o domínio sobre a vida. Afinal, essa foi a tarefa dada ao primeiro homem. Porém, existe uma grande diferença de como nos encontramos hoje, se comparado à Adão, ao receber esta tarefa antes da queda.

Adão, se encontrava totalmente capacitado para atender às suas tarefas. Hoje não nos encontramos da mesma forma, não possuímos a mesma plenitude, nem a mesma capacidade. A perda do domínio e do entendimento pleno, trouxe ao homem a sensação de incapacidade e de limitação. Ao se tocar disso, muitos se decepcionam e se pegam presos no medo e pânico, pelo fato de não conseguirem entender certas situações, ou de não conseguirem realizar certos anseios.

Nos encontramos limitados ao natural, por isso não conseguimos entender o que se encontra além dele. Cristo se encontra sobre o natural, e fez questão de se fazer como nós, para que entendêssemos acerca do Pai. Além disso, nos concedeu o Espírito Santo, para conseguirmos entender além do que poderíamos.

"O homem natural não conhece as coisas de Deus, e não pode entendê-las, pois se discerne espiritualmente." Ao entender nossos limites, percebo que jamais conseguiremos compreender tudo. Mas, ao permitir o sopro do Espírito ao nosso coração, começamos a entender a mensagem que Cristo nos trouxe.

Cristo não baseia sua mensagem na realização de nossas vontades, ou no pleno entendimento de tudo, mas no amor. Cristo veio restaurar o equilíbrio que antes existia, baseando a forma de vida dos homens no amor, nos ensinando que só desta forma, conseguiremos viver na real plenitude que tanto se prega.

O amor é o maior dom, porque ele é paciente, bondoso, não inveja, não se vangloria, não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade, tudo crê, tudo sofre, tudo suporta. O amor é o maior dom, porque é o que mais dá fruto.

Podemos ter perdido muito, se comparado ao que Adão tinha e era antes da queda, mas o que não podemos negar, é a nova chance que Cristo nos oferece, de voltarmos a viver no mesmo equilíbrio e plenitude, mas para que isso ocorra, é necessário negar tudo o que somos, tomar nossa cruz e vivermos em amor.

Muitas vezes, caminhamos sem saber para onde ir, simplesmente para seguirmos a "rota". Mas quando nos encontramos presos numa rua sem saída, olhamos para trás e vemos o quanto andamos e como nos esforçamos para continuar, porém sentimos que chegamos num lugar que não tem escapatória, nem continuidade, e nos encontramos sem esperança, como num caos, sem saber o que fazer nem para onde ir.

Me lembro da passagem da viúva que perdeu seu único filho, e em prantos chorava pela sua perda. Jesus ao passar pelo funeral, viu tamanha tristeza e decidiu ressuscitar o filho da viúva, transformando o pranto em regozijo, o choro em alegria.

Jesus decidiu por si mesmo ressuscitar o filho desta viúva, ninguém pediu, ninguém o chamou, Ele simplesmente chegou e ressuscitou, com esta intenção: transformar aquele ambiente de luto, num ambiente de alegria.

Cristo chega, assim como chegou naquele velório. Chega por vontade própria, e decide transformar nossa sensação de luto, medo e caos, em alegria. Nos dando um escape e nos mostrando uma nova rota, dizendo: "Crie um atalho, faça um novo caminho!"

Ao criarmos um caminho, aonde não existia, abrimos passagem para que pessoas passem por ele, não tendo que se encontrarem presas e estagnadas na mesma rua sem saída, como estávamos. Ao se beneficiarem deste caminho, impedimos muitos de viverem o mesmo luto e de passarem pelo mesmo caos.

Uma decisão feita em cima da vontade do Pai, é crucial para abrirmos novas rotas, mudarmos vidas/situações e impedirmos a vivência dos mesmas aflições.

A prática do jejum perdura desde antes de Cristo. Os judeus tinham o hábito de jejuar, e passavam este costume de geração à geração, se tornando um hábito tradicional, e mesmo com milhares de anos de prática, atualmente o jejum ainda se encontra como um costume, mas muita gente ainda possui dúvidas a cerca do assunto. Por esta causa, decidi escrever sobre o tema.

No Evangelho de Mateus, Cristo é questionado por um dos discípulos de João Batista acerca dos seus discípulos não jejuarem, Cristo dá uma resposta impressionante, e diz que não é necessário jejuarem, pois ele (o noivo) se encontrava com eles, e supria todas as suas necessidades, e por esta causa, não existia entre eles a prática de jejum.

Ainda no Evangelho de Mateus, um dos discípulos de Cristo foi libertar um jovem de uma casta de demônios, não conseguindo, foi a Cristo e o perguntou por qual causa, e Cristo responde que há castas que só saem através do jejum e da oração. Nesta passagem é visível que existem coisas em nossas vidas que só conseguiremos receber ou  realizar, através da prática do jejum.

Na passagem da multiplicação de pães, nós vemos Cristo satisfazendo a necessidade de seus discípulos e de uma grandiosa multidão. A prática do jejum não era necessária para aquele momento, pois Cristo se encontrava com eles, suprindo todas as suas necessidades. Porém, Cristo diz que chegaria um tempo que seria necessário jejuar, e este tempo seria quando voltasse ao Pai.

Hoje é necessário jejuarmos, pois Cristo não se encontra de forma física em nosso meio, devemos usar da ferramenta do jejum para conseguirmos receber o mesmo que Cristo nos daria se tivesse ainda em nosso meio.

Portanto, a ideia do jejum é para que, primeiramente tenhamos um propósito em mente, e orarmos e jejuarmos em cima  desta meta, a fim de recebermos de Cristo, o mesmo que receberíamos se ainda estivesse conosco de maneira física.


Nestes dias, em que o acesso à informação nunca foi tão fácil, é perceptível a inconstância e o descontrole em não conseguir passá-lo. Nunca houve uma geração com mais conhecimento que hoje, e com esta ferramenta em mãos, é visto que nunca houve tanta divisão e intolerância.

Esta divisão, não é causada pelo conhecimento, mas pelo estrito acesso à ele. Acreditar em algo é essencial, mas limitar o acesso ao conhecimento a somente àquele que julgamos necessário, é desculpa para censurar aquilo que não queremos que saibam.

No evangelho, é visto Jesus aos seus onze anos de idade ensinando àqueles que deveriam ensiná-lo, e deixando-os perplexos, pois não se esperava vindo de uma criança tanto conhecimento, que dirá ainda, um conhecimento de uma visão, não baseada na lei rigorosa e penosa imposta pelos sacerdotes, mas na lei do amor e compaixão explanada por Jesus.

É perceptível, que os jovens nunca quiseram tanto aprender e ensinar sobre aquilo que acreditam. Vemos isso, com esta geração, que nunca se interessou tanto por política, e nunca  esteve tão envolvida com ideologias. É visível o anseio por mudança e a inconformidade pela visão atual.

Muito se vê, a necessidade de querer que todos pensem iguais e de querer impor uma ideia como regra, seja de qual forma for, religiosa, ideológica ou política. Nada mais justo do que o respeito mútuo às diferenças, ainda mais neste país tão grande, onde a diversidade é apenas mais uma característica.

Jesus sabia olhar para o conhecimento e passá-lo, ele olhava com os olhos de amor, e ao invés de usar da imposição, usava da exposição, dando aos ouvintes a capacidade de acessar e acreditar aquilo que dizia. Escolher olhar para aquilo que se acredita com amor, e expor ao invés de impor, é a melhor maneira de ensinar e convencer. Sigamos por Seus passos!

Jesus Cristo, após ser chicoteado, cuspido, recebido murros, socos e uma coroa de espinhos, foi obrigado a carregar uma pesada cruz até Gólgota, onde seria crucificado. No meio tempo de sua caminhada até o local de sua crucificação, Cristo recebeu de um desconhecido uma ajuda para carregar a sua pesada cruz.

No Evangelho de Mateus, Simão o Cireneu, é impelido pelos soldados romanos para ajudar Jesus Cristo a carregar sua cruz. O próprio Jesus, necessitou de ajuda e quando recebeu não a negou. Sendo cem por cento Deus e cem por cento homem, era necessário demonstrar-nos a sua humanidade e como lidava com ela, dando-nos o exemplo de como também devemos lidar.

Ele não foi fraco ao reconhecer que precisava de ajuda, ele estava sujeito a mesma humanidade que hoje estamos. É de extrema importância reconhecermos que também precisamos de ajuda. Não somos auto suficientes, muito pelo contrário, assim como o Apóstolo Paulo nos ensina, fazemos parte de um corpo, e dentro deste corpo há vários órgãos que necessitam um do outro para seu funcionamento.

É necessário aprendermos a dividirmos nossos fardos. Muitas vezes a melhor forma de amenizar a dor, é simplesmente conversando com um amigo, e compartilhar os fardos da vida, chorar se for preciso e relevar quanto ao que não podemos mudar.

Uma das idéias de unidade de Cristo é a da comunhão. Quando estamos juntos com pessoas que amamos é impossível não sermos edificados. É ao redor destas pessoas que somos curados das dores mais profundas, que muitas vezes são causadas pelo desprezo, solidão, e medo.

Não tenha medo em aceitar ajuda ou de pedir por ela. Assim como Jesus aceitou ser ajudado, nós também devemos seguir pelos mesmos passos. Simão o Cireneu, mesmo que impelido, não recusou em ajudar, assim também, devemos estar dispostos em ajudar a dividir os fardos e as cruzes uns dos outros.

"Vejo suas pegadas no chão, e logo percebo que meus caminhos são confirmados pelos seus passos. Sigo por eles, pois sei que me levará a seu Reino de Amor."

É muito comum querer desenvolver uma personalidade parecida com alguém que se admira, mas se o caso for de inibir a sua essência para reproduzir uma identidade que não é sua, uma série de conflitos será gerado ao perceber que não será possível.

Fomos formados para sermos nós mesmos. O que mais me admira em Jesus, é saber que ele nos aceita exatamente da forma que somos, com nossos defeitos e qualidades, e que seu amor não se limita a nenhuma condição.

É de extrema importância aprendermos a nos aceitar da forma que somos. Ainda quando éramos pecadores Cristo escolheu nos amar, ou seja, ele nos aceitou da forma que éramos. Devemos fazer o mesmo, não digo isso no sentido pejorativo, aceitando ficar na zona de conforto e inertes quanto ao crescimento pessoal, mas digo no sentido da essência de nossa identidade.

Ser nós mesmos é se diferenciar da multidão e resplandecer uma essência única que mais ninguém possui. Cada pessoa possui esta essência incomum, que nos diferencia e nos faz sermos indivíduos incomparáveis e insubstituíveis.

Uma das melhores formas de auto aceitação, é de em primeiro lugar, se conscientizar de suas características positivas e negativas, de suas imperfeições e qualidades, segundo, colocar de lado as características negativas e sobrepujar as positivas, terceiro, aprender a rir dos micos e vexames que todos passamos, e quarto, relevar quanto as opiniões de terceiros.

Nunca tenha uma mentira de sobre si mesmo, como uma verdade. Permita que a visão que Cristo tem sobre você te defina, e seja a verdade quanto a sua identidade. A visão dele é de amor e de aceitação!

"Permita-se usufruir da liberdade que poucos possuem, a de ser você mesmo!"


É notória a discrepância da lei do puro e do impuro que existia em meio à comunidade judia em que Jesus se fazia presente. Pessoas eram julgadas e definidas puras ou impuras pelo seu exterior. Na maioria das vezes quando alguém possuía uma enfermidade, ou quando algum acontecimento negativo vinha a ocorrer, os sacerdotes e os mestres da lei diziam que eram por causa de seus pecados, e, portanto deviam pagar por eles, estas pessoas que passavam por estes sofrimentos, eram as consideradas impuras. Já as puras eram aquelas que os sacerdotes e mestres da lei definiam, conforme a suas vontades.

Ao invés dos sacerdotes e mestres da lei trazer consolação, perdão e refúgio para o povo, faziam justamente o contrário, impunham leis farduosas  que nem eles mesmos eram capazes de cumprir.

Naquela época os leprosos eram considerados impuros, e por isso não podiam viver juntos aos outros. Os leprosos viviam entre si, sozinhos, à margem da sociedade.

Imagino eu, que, como qualquer outra pessoa, o leproso do Evangelho de Mateus 8, possuía muitos sonhos, e por consequência daquela enfermidade e desta lei do puro e do impuro, muitos de seus sonhos não puderam se realizar. Naquela época era muito comum e de muita valia, ter uma família e deixar uma descendência. Aquele leproso não só podia realizar este simples sonho, como também vivia em uma sociedade em que não era bem visto, e, portanto, sofria muito preconceito, provavelmente recebia inúmeras reclamações por se aproximar de alguém, ou por tentar se socializar.

Eu acredito que este leproso ao ouvir falar de Jesus e dos milagres que realizava, conseguiu crer que ele também poderia ser curado e sua vida transformada. Ao enxergar Jesus, e tamanha multidão que o cercava, este leproso conseguiu enfrentar pela força que encontrou na fé, todo o medo do desprezo ou do preconceito que poderia sofrer, ao chegar em Jesus ele recebeu aquilo em que lutou, e foi curado no mesmo instante. Ele acreditou, enfrentou o medo e recebeu do próprio Jesus a sua cura!

Percebo que muitos dos que o enxergavam como impuro, ou como um que deveria pagar pelos pecados, conseguiu enxergar que Jesus não é como aqueles sacerdotes ou mestres da lei que usam de sua influência para benefício próprio ou para manipulação, mas é aquele que veio justamente para aqueles que mais sofrem e necessitam.

“Eu não vim para o sãos, mas para os enfermos, eu não vim para os justos mas para os pecadores.” 

É muito comum se pregar sobre santidade, e em muitas das vezes em que ouço uma pregação sobre, percebo que muitos ouvintes não conseguem aderir a palavra, pois a recebem como um peso, ou como uma obrigação farduosa.

O primeiro mandamento não é “sedes santos como eu sou santo”, mas “ame a Deus acima de todas as coisas”. Esse é o mandamento primordial! Não foi em vão que Jesus resumiu todas as leis e os mandamentos dos profetas no amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo.

Quando nós focamos no primordial, as outras coisas são acrescentadas. Pois quando decidimos amar a Deus, tudo em nossa volta muda. Começamos a passar mais tempo com Ele, e por consequência, aderimos algumas de suas características, e desta forma, somos transformados pouco a pouco, pela contemplação de quem Ele é. Essa é a verdadeira santidade, e é desta forma que somos transformados.

Não devemos passar por alguém que não somos, ou tentar fazer algo que não podemos. A verdadeira metanóia, não está na imposição de uma doutrina, mas no passar tempo com nosso Pai, no secreto com Ele, e em permitir que o Seu Espírito nos toque, nos sonde e nos transforme.

Desde o primeiro homem, Adão, nós vemos Deus se relacionando com seu filho, “batendo um papo” todos os dias no final da tarde. Se realmente O amamos, nós o buscaremos e teremos este relacionamento, e trocaremos o nosso fardo pesado pelo seu fardo leve, o nosso estresse pela sua paz, o nosso medo pelo seu amor.

Não perca seu tempo tentando ser alguém que você não é! Use de seu tempo buscando este Amor de todo seu coração!

No Evangelho de João, é notório ver Jesus quebrando várias das tradições da época. Jesus encontrava-se na casa de um pecador, e assentado com publicanos, foi questionado pelos fariseus, pois não era de se esperar que Jesus sendo Mestre se assentasse junto aos pecadores. E quando questionado pelos fariseus, declara umas das frases mais libertadoras: "Eu não vim para os sãos, mas para os doentes, não vim para o justos, mas para os pecadores." E ele acrescenta: "Misericórdia quero, e não sacrifícios."

Os fariseus tinham grande conhecimento de sobre a Torá, mas pouquíssimo conhecimento de seu Deus. Tanto que, quando Jesus veio em carne e se manifestou entre os homens, os fariseus não o reconheceram como Messias, e procuravam mata-lo, pois discordavam de seus ensinamentos.

Na passagem da mulher adúltera, quando pega em adultério, os saduceus e fariseus a levaram perante Jesus e o confrontaram dizendo: "Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres apanhadas em adultério, que dizeis a isto?" Perguntavam desta forma, afim de tentarem a Jesus. Diante disso, Jesus disse: "Quem de vós estiver sem pecado,seja o primeiro a atirar a pedra." Sentindo-se acusados pela própria consciência, retiravam-se um por um, até não sobrarem mais.

De acordo com a Torá, aquela mulher tinha que ser apedrejada, mas Jesus escolheu agir por outra forma, ao invés de condenar, trouxe reconciliação, e disse-a: "Mulher, onde estão os que te condenavam? Não te acusam mais?." E concluiu: "Vá e não peques mais."

Tenho certeza, que diante dessa experiência, de ter tido um encontro com a própria Graça, aquela mulher não foi mais a mesma. Ela encontrava-se diante de tantos acusadores e diante de tanta condenação, que talvez para ela não havia mais esperança, mas, ao ter tido um encontro com o Senhor, a sua vida foi restaurada e sobre ela não havia mais condenação. Jesus escolheu usar da graça ao invés da condenação, ele escolheu usar do amor e compaixão ao invés da acusação e perseguição.

Diante desta história, percebo que Jesus não veio para os que se acham justos ou santos, mas pelo contrário, Jesus veio especialmente para os injustos e pecadores. Nosso papel como cristãos, deve ser primeiramente de auto-conscientização, conhecendo-nos a nós mesmos, nossas limitações, erros, imperfeições, tentações e pecados. Com isso em mente, pensaremos duas vezes ao julgar e condenar. E por segundo, aprender a seguir os passos de Jesus, usando da misericórdia. Tendo como verdade, que a misericórdia é justamente para aqueles que não merecem receber dela.

"Portando, Deus enviou seu Filho ao mundo, não para condena-lo, mas para trazer reconciliação."

Muito me admiro com o Salmista Davi, quando recita: "Ainda que um exército se levante contra mim, meu coração não temeria..." (Salmos 27).

Quem diria uma frase dessa com tanta certeza, tendo em vista, a realidade de tantos inimigos que o seu reino possuía. A chance de um exército inimigo se levantar e atacar o povo de Israel era real, mas a fé do Rei Davi não encontrava-se nessas probabilidades, mas na certeza de seu Deus.

É visível que Davi conhecia o Senhor, pois se não, não creria de forma tão certeira. Em uma das passagens bíblicas, em Crônicas, quando Davi peca contra o Senhor fazendo o censo, o profeta Gade é levado perante Davi, dando a ele três opções, e deveria escolher a uma: ser colocado nas mãos dos homens, nas mãos da fome ou nas mãos de Deus. Como Davi conhecia a maldade do homem 
descartou esta opção, assim como, sabia que pela fome muitos pereceriam, e disse: "Prefiro cair nas mãos de Deus, pois é grande a sua misericórdia."

O conhecimento do Senhor, de quem ele é, e como ages, concedia a Davi uma certeza, em meio à tantas probabilidades. Conhecer, e prosseguir em conhece-Lo, nos levará a usufruir de uma certeza de um Deus inabalável.


É surpreendente os ensinamentos do Mestre Jesus, quando expõe com muita simplicidade seus sermões. Quando leio o evangelho, percebo seus atos, suas ações e reações, e fico admirado com seu caráter, e sua forma de enxergar as pessoas. Jesus não trouxe somente mais uma nova doutrina, ou longos e chatos sermões, mas um estilo de vida que não se baseia num egocentrismo ou individualismo, mas se fundamenta no amor.

De acordo com o evangelho de João, Deus outorgou a Jesus o poder de sobre todas as coisas e lhe concedeu autoridade sobre tudo. Jesus tendo o conhecimento do poder que o pai o outorgara, decidiu estar e andar em nosso meio. No capítulo 13, é notório que os ensinamento que Jesus trouxe não é para ser somente entendido, mas também vivido.

Após a ceia, Jesus toma uma bacia com água e um pano, e começa a lavar os pés dos discípulos, muitos não aceitaram, pois, tinham Jesus como Mestre e Senhor, e esta tarefa era considerada indigna, portanto, o lavar dos pés, era feito somente pelos servos. Jesus tendo o conhecimento do grande poder que lhe tinha sido concedido, escolheu se fazer como servo, ensinando não somente com palavras, mas muito mais com suas atitudes.

Alguns judeus procuravam matar a Jesus por causa de seus ensinamentos. Diziam que eram filhos de Abraão, mas Jesus, disse com muita sabedoria: "Se vocês fossem filhos de Abraão, fariam as obras de Abraão." Então Jesus continua: "Mas o fato é que vocês procuram me matar, um homem que lhe diz a verdade que ouviu de Deus. Abraão não agiu assim." As suas obras demonstram de quem você é filho. As obra de Jesus era obedecer o Pai, e a nossa deve ser o mesmo.

Conforme estes ensinamentos, a maior lição de moral foi tirada não somente dos sermões, mas, muito mais das decisões de Jesus, que sendo Mestre e Senhor, se fez como servo. Se assim ele fez, o que faremos nós? A não ser seguir os seus passos?


Na passagem das Bodas de Canaã, Jesus e sua família são convidado para um casamento. Ao receber este convite, Jesus não somente se fez presente no casamento, como também realizou seu primeiro milagre. Nas escrituras é perceptível que Jesus nunca negou a sua atenção àqueles que pediam, sendo um homem de um caráter avançado para época, era extremamente educado e gentil. Com olhar extravagante em amor, não o desviaria de um necessitado.

Um olhar de verdadeira compaixão, um toque de virtude que transformavam vidas, e palavras que traziam esperança. Enquanto alguns diziam que Jesus trazia mais uma nova doutrina, que era somente mais um agitador e logo todos o esqueceriam, multidões o seguiam, pois todos percebiam algo jamais visto em alguém. "O povo, que estavam assentados em trevas, viu uma grande luz, e logo os que estavam assentados na região da sombra da morte, a luz raiou".

Jesus trouxe algo que estava escasso, trouxe vida para os que se encontravam na morte, e esperança para aqueles que se encontravam nas trevas. O convite feito à Jesus para o casamento, deve ser feito por nós, todos os dias, crendo que ele não só se fará presente, como também por consequência de sua presença, realizará milagres.


Em uma sociedade onde existem diversidades de opiniões, culturas, religiões, etnias, estilos, cores e sexualidade, nada mais justo do que o respeito mútuo às diferenças. A forma mínima que se tem de amar o próximo é respeitando ele. Em uma sociedade baseada no amor não existem preconceitos, apenas diferenças. Essa é a maior revolução que podemos fazer. Se realmente desejamos uma sociedade saudável e equilibrada, devemos seguir os passos do Amor.

Há muito tempo se diz, que nosso governo necessita de uma revolução, assim como nossa visão de estado e de sociedade, e de fato necessita, porém de uma revolução totalmente baseada no amor. Onde aquele que está abatido e caído, é levantado por aquele que está de pé, assim como, aquele que necessita de um ouvido para desabafar ou uma palavra de coragem para continuar, a recebe.

O apóstolo João escreveu sobre uma forma de amor totalmente inesperada, citando o Mestre Jesus, que nos ensina uma forma de vida contrária aos ensinamentos recebidos desde nossa infância. Ele nos ensina que não há proveito algum em amar somente aos que nos amam, ou fazer o bem aos que nos fazem. Ele nos motiva a irmos além. Amar aos nossos inimigos e a fazer o bem sem nada esperar. Essa é a verdadeira revolução que precisamos.

Enquanto o amor ainda não é visto como uma utopia, não nos cansemos de fazer o bem, não nos cansemos de amar!